ONIOMANIA: o transtorno de mania em compras


Comprar aquela roupa em promoção no shopping ou presentear a alguém é um ato normal e, até mesmo, saudável. Afinal de contas, não tem nada demais em gostar de fazer compras de vez em quando. 

O grande problema é quando essa prática acontece de forma descontrolada e se torna um transtorno chamado Oniomania.

O que é a Oniomania
Essa é uma doença que atinge cerca de 3% de pessoas ao redor do mundo. Ela é marcada pelos gastos compulsivos, na maioria da vez destinados a coisas supérfluas. 

Segundo a psicoterapeuta Maura Albano, o consumidor compulsivo vê nessas compras uma forma de satisfação para suprir outras carências e chega a um ponto em que isso prejudica outras esferas de sua vida. 

“Não há um controle em relação às compras e essa prática sempre vem acompanhada de uma ansiedade. Se a pessoa se vê diante de uma situação em que não pode adquirir algo, sofre com angústia e frustração. 

Esses sentimentos, assim como a culpa, também aparecem após os gastos”, explica.

Alguns sinais de consumo compulsivo:
  • Comprar itens desnecessários, muitas vezes repetidos;

  • Esconder as compras da família;

  • Descontar nas compras tristezas e frustrações;

  • Mentir e pegar empréstimos para cobrir gastos;

  • Descontrole com cartões de créditos e cheques especiais;

  • Afastamento social.

A Oniomania pode ser consequência ou vir acompanhada de outros transtornos, como a bipolaridade, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), depressão e compulsões de colecionismo. 

Maura Albano alerta para outros problemas que acompanham essa doença, como dívidas enormes, recorrer a meios ilegais para manter o vício, problemas familiares, uso de drogas, entre outros.

Muitas vezes essa é uma doença que demora a ser identificada pelo paciente e pessoas próximas. A busca por ajuda médica acontece apenas quando o vício já acarretou diversos problemas. 

Por isso, a psicoterapeuta alerta para a necessidade de se observar com atenção se alguém próximo apresenta esses sinais. “Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as consequências e maiores as chances de controle”, diz.

O tratamento é feito por meio de psicoterapia cognitivo-comportamental, podendo ser necessário o acompanhamento de um psiquiatra, para receitar medicamentos antidepressivos ou agentes estabilizadores do humor, para equilibrar os níveis de serotonina no cérebro. 
Há ainda grupos de apoio, como o “Devedores Anônimos”, onde outros compulsivos compartilham suas experiências.